Não, o título não é um exagero. Embora o país continue crescendo economicamente, estamos no modo “freio de mão puxado” quando comparados com a média global. Entre os anos 1980 e 1990, o país chegou a representar mais de 3,5% do PIB mundial. Depois disso, a participação sofreu uma queda relativamente expressiva, chegando a 2% em 2023.
Na prática, isso significa que outras economias estão avançando mais rápido que a nossa.
Nos últimos 25 anos, por exemplo, o PIB da China cresceu mais de 500%, enquanto países como Índia, Vietnã e Bangladesh expandiram suas economias acima de 200%. Três fatores ajudam a explicar isso:
Baixa produtividade do trabalho, que sofreu queda nos últimos anos;
Crescimento mais lento da população ativa. Há 20 anos, a força de trabalho brasileira crescia cerca de 2% ao ano. Hoje, esse número está abaixo de 0,5%;
Contas públicas pressionadas e juros elevados, muito por conta da ampliação de benefícios sociais e o custo do sistema previdenciário.
No fim, os dados só comprovam que estamos diminuindo a nossa velocidade nesta corrida. Tanto que saímos de 6ª maior economia do mundo há 15 anos para 11ª atualmente.
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